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O CAFJEC, ontem à noite, teve o privilégio de ter recebido o galardão “a nossa terra” na categoria Instituição de Solidariedade Social.

Quando anunciaram os nomeados para este galardão e, seguidamente, o CAFJEC como a instituição solidária premiada sentimos uma alegria imensa por este reconhecimento público civil do enorme trabalho que apesar das dificuldades vamos concretizando em prol dos jovens mais carenciados e/ou marginalizados.

Como proferi no palco aquando da receção do galardão, este prémio representa para nós mais um estímulo a continuarmos o desafio trabalhar com estes jovens acolhidos, que representam tantas periferias da nossa sociedade, e trazê-los para o centro; para o centro da nossa preocupação, para o centro do nosso coração, da nossa capacidade de amar e acolher e, com eles, irmos “fazendo o bem, bem feito”.

Certamente abraçando este grande desafio ajudaremos a que muitas “vidas de periferias” passem a ser vidas mais dignas, vidas mais humanas, vidas solidárias e, por isso, vidas mais felizes.

Naturalmente agradecemos o galardão recebido em nome dos jovens acolhidos, em nome do nosso Assistente, P. Costa Pinto, e em nome de todos os que fizeram e fazem parte da “família” JOEMCA (Equipa Diocesana,  Animadores e Jovens dos grupos).

Por fim, agradecemos também o estímulo que todas as pessoas e instituições presentes, incluindo o júri e a organização (Direnor), nos deram e continuam a dar para continuarmos, no CAFJEC, a “fazer o bem, bem feito” em favor dos jovens mais frágeis da nossa sociedade.

 

“Deus muito dá a quem muito se entrega” e assim, inspirado por esta expressão, acabei por aceitar o desafio de Cristo e embarquei rumo ao Retiro (Exercícios Espirituais) realizado na Casa da Torre, em Soutelo.

Desde o espaço físico, toda a beleza da casa, da quinta e terraço, até às propostas de reflexão e orações, tudo estava perfeitamente encaixado de forma a termos a melhor experiência possível.

Olhando à volta e sentindo e respirando toda aquela paz, encontrei alguém muito especial de braços abertos para me receber: Jesus Cristo! E foi com Ele que passei este fim de semana incrível. Tratou-se de um tempo privilegiado e fecundo de busca de respostas às minhas interrogações, de escrita das minhas reflexões e orações resultantes da profunda experiência pessoal com o Senhor que eu estava a experimentar.

Ele, de facto, deu-me muito! Deu-me descanso e tempo para respirar fundo, num mundo em que não temos tempo sequer para parar um pouco. Fez-me perceber o sortudo que sou. Fez-me perceber os meus erros, tanto para com ele como para com os outros. Ajudou-me a encontrar respostas a muitas questões e relembrou-me do mais importante de tudo: Cristo perdoa-nos e ama-nos, tal como somos, na nossa verdade mais profunda, incluindo todos os nossos defeitos e fraquezas.

Paulo Rodrigues