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Olá Jesus.

Hoje acordei com uma vontade imensa de falar conTigo! Algo que já não fazia há muito tempo...

Levantei-me da cama, lavei o meu rosto e quando me olhei no espelho, deparei-me com uma pessoa de coração frágil, oca, sem objetivos, distante dos homens e ... de Ti!

Senti vergonha do que vi. Uma enorme tristeza por já não ser quem era e me ter transformado numa pessoa fria, distante, incapaz de transmitir um pouco do Teu Amor aos outros que tanto carecem de Ti!

Pensei inúmeras vezes em desistir, ocupando o meu pequeno coração com outras futilidades que me preenchem momentaneamente e nem sempre estão lá para mim.

E depois, paro... e dou por mim a relembrar tudo de bom que construiste à minha volta. Invade-me um sentimento nostálgico e penso o quão feliz eu fui... por Te ter como meta e meu leme! ConTigo vivi as experiências mais profundas da minha vida! Relembro-me com muito carinho do dia em que Te conheci verdadeiramente, comungando a minha vida com os mais desfavorecidos e menosprezados!
Por isso, ó Pai, peço-te que me perdoes... pelas vezes que falhei e me recebas novamente no Teu colo acolhedor e no Teu abraço reconfortante! Obrigado pelo Teu Amor que alimenta e revigora a minha vida!

Deixa-me carregar a Tua Cruz e fazer este caminho até ao Calvário lado-a-lado!

Como sempre foi e sempre será!

Caros amigos

Hoje, Quinta-Feira Santa, dia da Eucaristia, do Sacerdócio e do Serviço, quero abraçar-vos a todos e a cada um de vós e dizer-vos que, na Eucaristia que hoje vou celebrar, colocar-vos-ei na minha patena, com todos os vossos sonhos e esperanças, lutas e projetos, vitórias e fracassos. A grande Família dos Jovens em Caminhada tem sido o “lugar” privilegiado em que tenho vivido as experiências mais profundas e inesquecíveis do meu Sacerdócio. Tem sido o “lugar” por excelência onde tenho vivenciado o sabor, a alegria e a beleza do meu Sacerdócio. Por isso, quero agradecer a todos a forte presença estimulante que tendes sido para mim. 

Recebei um forte abraço de muita amizade em Cristo Sacerdote,

P. Costa Pinto
(Assistente Arquidiocesano da JOEMCA)

PERDÃO

Diz uma linda lenda árabe que dois amigos viajavam pelo deserto e, 
em determinado ponto da viagem, discutiram e um esbofeteou o outro. O outro, ofendido, sem nada a dizer, escreveu na areia:
HOJE, O MEU MELHOR AMIGO DEU-ME UMA BOFETADA.

Seguiram e chegaram a um oásis onde resolveram banhar-se. 
O que havia sido esbofeteado começou a afogar-se sendo salvo pelo amigo.
Ao recuperar-se pegou um estilete e escreveu numa pedra:
HOJE, O MEU MELHOR AMIGO SALVOU-ME A VIDA.

Intrigado, o amigo perguntou:
- Porque é que depois de te bater, escreveste na areia e agora escreveste na pedra?
Sorrindo, o outro amigo respondeu:
- Quando um grande amigo nos ofende, devemos escrever na areia onde o vento do esquecimento e do perdão se encarregam de apagar; porém quando nos faz algo grandioso, devemos gravar na pedra da memória do coração onde nenhum vento do mundo poderá apagar.